Micro-Multinacionais Brasileiras
(Esta é uma transcrição de meu artigo que saiu publicado na revista Wide de Janeiro/Fevereiro de 2012)
Pare de apenas olhar para o mundo; vamos abraçá-lo e realmente provar para nos mesmo que as oportunidades são globais e possíveis.
Acho que pela a primeira vez estou fazendo um artigo considero uma espécie de “convocação” ao invés de uma abordagem explicativa sobre algum assunto. Calma, não estou falando aqui de uma convocação para alguma revolta ou algum protesto, como tem sido cada vez mais comuns e normais nos dias de hoje. Porém, o que quero convocar, é uma forma de pensar em negócios, que irá gerar uma nova visão empreendedora dentro de você: micro-multinacionais.
É bastante comum ouvirmos falar que uma empresa é uma multinacional. Automaticamente, pensamos naquela empresa de alguns andares em um dos melhores prédios da capital da cidade, que tem dezenas de setores, centenas de funcionários, com diversas filiais espalhadas pelo mundo e com muita burocracia e custos envolvidos para sustentar receitas e custos de milhões que justifique uma ação planetária de negócio, certo? Bem, se esse artigo estivesse sendo publicado em uma revista anterior a meados dos anos 90, provavelmente esse pensamento estaria certo, mas nos dias de hoje ele não é mais verdade.
Em setembro deste ano Hal Varian, Economista Chefe da Google, escreveu um artigo para o site Foreign Policy, colocando uma luz sobre o assunto: micro-multinacionais. Sendo um fenômeno do empreendedorismo e da economia que vem acontecido em diversos países nos últimos anos, foi bastante comum em diversos ambientes, principalmente na internet, ou seja: pequenas empresas que lançaram algum produto e em pouco tempo o mundo inteiro estava consumindo. Citar exemplos aqui provavelmente ocupariam algumas páginas, porem se você parar pensar no recente mercado de aplicações mobiles (Apps) e sistemas na web (SaaS), que atingem o mundo todo indiscriminadamente, aposto que já terá algumas empresas em sua mente.
Porém, eu me pergunto porque tão poucas empresas brasileiras, ou praticamente nenhuma figuram nesse cenário? Tudo bem, entendo claramente as barreiras sociais, culturais e até tributárias para esse caso, mas acho que já está mais do que na hora de começarmos seriamente a tratar nosso empreendedorismo como algo para o mundo e não mais para o brasileiro, o mundo já é global no discurso de muitos, mas para a maioria do empreendedor brasileiro parece que ainda somos um quintal.
Quando seu produto estiver lançado, não importará de onde ele veio, as necessidades e procura de hoje são globais, observe seu serviço e/ou produto, ele está todo em português somente? Bem, se ele realmente só serve para consumo no Brasil, que pena, ele atinge apenas 2,3% do possível mercado mundial. A realidade é que muitas idéias compartilham dessa limitação. Mas vamos tentar quebrar essa barreira?
Quando Chris Anderson lançou o livro “A Cauda Longa” eu vi o grande “burburinho” que causou no mercado brasileiro, vi algumas palestras de releitura do livro e dezenas de outras usando em algum momento os seus conceitos, mas parece que poucos percebem que o poder da dita “cauda longa” faz um real sentido em um grande mercado que o americano tem, entende, acessa e domina a cada dia mais, o mercado mundial, ou mesmo o seu próprio que é ainda o mais aquecido do mundo, e mesmo que isso não bastasse, pare e pense, quando maior for a capacidade de mercado e consumo que você conseguir atingir, mais especialista em um nicho você poderá ser, fora disso: atingir apenas o nicho de sua cidade, ou mesmo de um mercado como o Brasil, pode representar vender muito pouco, vamos tentar começar a mudar isso?
Minha convocação então é simples: pegue todas as suas idéias, produtos e serviços e pare imediatamente de enquadrar ela no pequeno cenário de sua cidade, estado ou pais, enquadre ela inicialmente para o mundo: repense o marketing, replaneje a logística e reorganize o atendimento. Não estou convocando você para mudar radicalmente sua estratégia e mercado mas que, no mínimo, pense. Se esse artigo pelo menos cumprir a simples função de fazer cada empreendedor que está lendo perguntar alguns “por que não?” já terei cumprido meu objetivo, e lembre-se principalmente que quanto maior for o mercado mais focado e especializado você pode ser. E essa é toda a diferença;
Boa sorte.
Para ficar por dentro de novos artigos, me siga no Twitter:
Ser Social é Vender da Melhor Forma
(Esta é uma transcrição de meu artigo que saiu publicado na revista Wide de Novembro/Dezembro de 2011)
Quando falamos da “revolução digital” muitos profissionais das áreas de negócios ou estratégia de uma empresa não percebem, ou mesmo esquecem, que hoje um dos reflexos mais importantes desta revolução não é simplesmente a transformação de mercados e da forma de fazer negócios, mas sim uma transformação muito mais forte e intensa que está por trás disso: a revolução social, onde todas as sociedades do mundo estão fazendo parte diariamente ao usar a internet. Acredito que todo mundo que já navegue e participe ativamente da web já conhece muito bem seu lado social. Tenho certeza, ainda, que muitos conhecem até pessoas que só estão na web somente devido ao fator social que ela hoje representa, ou seja, para conversar, ver fotos, contar e ler novidades sobre outros e dezenas de outras atividades sociais que hoje somente são possíveis na web.
Ok, vou adimitir: para mim sempre foi isso, sim, sem vergonha de revelar: mesmo muito antes de todo esse “boom” da Internet que hoje vivemos eu comecei a usar a Internet intensamente por causa de um programinha de chat chamado mIRC, pois conversar era uma das coisas mais dinâmicas que você podia fazer em uma internet que era navegada com modems de 28.800 bps, na qual para abrir uma foto de qualidade razoável demorava-se uns 20 segundos, não existia Google e passar a noite navegando exigia muita paciência e bom humor. O que sobrou de melhor para fazer em uma rede de pessoas conectadas? Socializar. E isso foi o que lá em 1996 me prendeu verdadeiramente a web. Fiz amizades que me acompanham até hoje, tive namoradas, sócios, tudo originário do lado Social que a internet sempre forneceu.
Deixando de lado a nostalgia, fiz essa revelação acima para que meu leitor entenda a seguinte verdade que sempre esteve presente na Internet: Ela é um veículo social. Desde canais de chat em mIRC a salas de bate-papo online na web, passando por instant messengers e chegando a grandes plataformas segmentadas de redes sociais, esse é e sempre foi o grande “boom” da internet: o social. Infelizmente não tenho esse dado e não sei se essa pesquisa já foi realizada, mas tenho uma certeza: se fosse feito uma pesquisa à todos os bilhões conectados atualmente perguntando qual foi a motivação para começar a usar a internet, a maioria esmagadora iria revelar que foram motivações sociais.
Porém quantas empresas realmente entenderam que a internet é muito sobre ser social e fazem esforços para se enquadrarem desta forma na web, e não ser apenas um interrupção na relação social que a pessoa está tendo ao usar a web, ou não ser apenas uma utilidade que está ali orbitando as verdadeiras intenções e uso que seu público faz na web?
Ultimamente tenho ouvido falar muito sobre Social Commerce, ou S-Commerce. No início deste ano alguns de nossos clientes se aproximaram com questionamentos em relação a isso e me coube a função de estudar sobre o que seria essa influência ou tendência do mercado. Uma grata surpresa que tive foi a constatação que S-Commerce seria justamente o que sempre acreditei que um negócio na Internet deveria ser, algo engajado no relacionamento social que cada um dos clientes da empresa fazem diariamente na web. Sendo assim a conclusão de nossos estudos revelou que quando transformamos o relacionamento comercial do cliente com a empresa em algo social, estaremos executando uma estratégia S-Commerce.
Com certeza isso desencadeia uma série de idéias e estudos a serem feitos, porém o que mais tem confundido muita gente é pensar que apenas ter uma integração do seu e-commerce com uma rede social não é uma prática de S-Commerce, muito menos apenas vender, por exemplo, dentro do Facebook. Isso não significa que você está fazendo S-Commerce. Inclusive você pode estar fazendo a pior invasão e interrupção possível no ambiente social de seu cliente. Se sua empresa está apenas invadindo o lado social dos seus clientes sem uma estratégia de informação, comunicação e relacionamento social: PARE. Vocês não está fazendo o tão desejável Social Commerce.
Entende-se então o Social Commerce como o resultado de um caminho social a ser percorrido por uma empresa na web. Não adianta apenas acreditar que a partir de amanhã sua empresa estará habilitada a uma ação de Social Commerce sem nunca ter se inserido antes desta forma na vida de seus clientes na web. Já temos alguns cases de estratégia Social Commerce tendo muito sucesso, de empresas que aprenderam primeiramente a ouvir o lado social da web, depois aprenderam a falar e se relacionar com o lado social e em uma resultante final passaram a oferecer seus serviços e vender dentro deste relacionamento. Essa deve ser a meta.
Para concluir, acredito que o S-Commerce não é o objetivo final, mas sim uma grande meta a ser alcançada pelas empresas para aprenderem a se relacionar da forma certa na web com seus clientes atuais e futuros. Está chegando uma geração de consumidores que já deram seus primeiros passos navegando e participando de uma web social. Aprender a se relacionar e criar a verdadeira lealdade e fidelidade deste clientes obriga todas as empresas a se enquadrar em um conceito nunca antes trabalhado na rede: ser social ou não fazer mais parte da vida de muitos. O desafio está lançado.
Para ficar por dentro de novos artigos, me siga no Twitter:
Social Commerce – Videocast Hubee
Bem, essa semana fui desafiado por um grande amigo, parceiro e mentor meu a me aventurar em fazer um Videocast. A idéia me pareceu bastante interessante afinal é mais um tipo/formato de comunicação que realmente eu ainda não havia experimentado. Achei muito legal!
Minha primeira dúvida foi em relação ao tema, parei e listei exatamente 9 temas que eu poderia ter algo a falar no momento e fiz um tipo de escolha por eliminação, ao final decidi por Social Commerce, pois acho que está bastante presente ultimamente na boca de alguns profissionais, muita gente falando sobre, muita gente tentando “adivinhar” o que é, então eu decidi falar qual é a visão e opnião que trabalho para Hubee em relação ao tema, que é totalmente inerente do mundo E-Commerce, segue abaixo o resultado.
Espero que gostem!
LINK PARA O VÍDEO: Social Commerce (S-Commerce) – Videocast Hubee
Comentário são muito bem vindos!
Para ficar por dentro de novos artigos, me siga no Twitter:
10 Forças do E-Commerce vs. Loja Física
Estou aqui preparando um estudo, separando alguns dados para montar uma apresentação a um prospect, escolhi aqui 10 constatações que achei bastante interessantes divulgar neste blog:
01- Em média é de cinco a dez vezes mais barato desenvolver um E-Commerce do que construir/comprar uma loja física.
02- Uma iniciativa de E-Commerce obriga a metade de vínculos jurídicos comparados a uma loja física. (Contratos, Carteiras, Documentações, Etc.)
03- Uma loja física possui até 3 vezes mais riscos operacionais e funcionais do que um empreendimento E-commerce.
04- Em análise de ROI (Retorno do Investimento), normalmente uma loja física irá precisar de até 5 vezes mais tempo para atingir um Break-Even (Recuperação do que foi investido).
05- Um E-Commerce funciona 24hs por dia, 7 dias por semana e durante todos os feriados, sem pagar hora-extra ou multa de feriado.
06- Dependendo da estratégia logística o custo do PDV (Ponto de Venda) é o mesmo para 40 ou 9.000 items a venda.
07- Tudo o que acontece dentro de uma Plataforma E-Commerce é controlado e gravado automaticamente, permitindo centenas de análises e conclusões.
08- Um E-Commerce poderá estar em todo planeta: na casa, no trabalho e até no bolso do seu cliente a hora que ele desejar, apenas com 1 filial.
09- 78% cento das verbas publicitárias de grandes marcas destinadas exclusivamente para a Internet não foram utilizadas em 2010.
10- Segundo pesquisas: em 10 anos teremos 18 milhões de NetShoppers no Brasil. (Pessoas/Jovens que compram exclusivamente e somente pela Internet.)
Com certeza qualquer um que trabalha com E-Commerce entende de imediato que essas constatações possuem um forte apelo comercial, e espero que a cada dia que passa todo empresário que esteja pensando em montar qualquer iniciativa comercial leve isso sempre em consideração, para finalizar esse artigo, coloco abaixo uma foto que tirem em São Francisco (EUA) em março deste ano que retrata bem uma realidade que alguns estão demorando a entender:
Um abraço!
Para ficar por dentro de novos artigos, me siga no Twitter:
Mercados para o Brasileiro
Este artigo é sobre economia, calma, é bem simples de entender e vai colocar você por dentro de assunto extremamente importante para a evolução de nosso mercado, empresas e país. Espero que gostem e após sua leitura acompanhem mais ainda esse assunto entendendo exatamente o que está acontecendo participando cada vez mais.
Outro dia o Jornal da Globo novamente fez uma matéria mostrando que os brasileiros novamente bateram recordes de compras no exterior, e esse recorde vem sendo continuamente batido, ano após ano. O que poderia parecer até uma boa notícia do tipo: “Nossa, o brasileiro está tão rico que agora fica até comprando no exterior!”, é na verdade uma terrível notícia para nossa economia, para nos Brasileiros. Sem entrar em “economês”, tal prática desfavorece a balança comercial e prejudica o mercado interno.
Em relação a Balança Comercial, ou seja mais moeda Real saindo do país e virando Dólares ou Euros sendo um reflexo muito macro-econômico para que mero mortal, como sou, possa sentir diretamente o que representa, porém entender como essa prática de compras no exterior atinge o mercado brasileiro é obvio. Penso em uma loja de roupas: se não compro mais sua roupa em uma loja no Brasil, com certeza as Lojas do Brasil ficam cada vez mais fracas em comparação a outras Lojas do mundo que eu e outros Brasileiros compram.
Calma, meu artigo não é ufanista pelo mercado Brasileiro não, só estou ainda montando o cenário….
Então, somando ainda a esse cenário, temos uma crescente força do mercado informal, entenda-se “produtos chineses”, entrando fortes de uma forma cada vez mais descontroladas no país, de produtos originais, a piratarias, versões e cópias semelhantes, que atendem cada vez mais uma grande parcela da população. Outro dia li um ótimo artigo, lembro que era um americano explicando o porque as grandes empresas americanas manufaturam fora do país justificando parte do desemprego nos EUA, onde era comparado o custo para se produzir um par de meias da Nike, não lembro exatamente os números mas o comparativo era uma aberração tipo assim:
- Custo para produzir um par de meias da Nike no EUA: U$ 0,92
– Custo para produzir um par de meias da Nike no Brasil: U$ 0,68
- Custo para produzir um par de meias da Nike na China: U$ 0,16
Ok, sem mudar de assunto para desemprego nos EUA, que realmente não me importa, e voltando para nosso assunto aqui temos agora um cenário muito sério formado se quisermos seguir com essa nação para frente. Precisamos fortalecer nosso mercado interno, garantir o valor de nosso produto interno e ainda viabilizar a entrada de produtos que não existem a produção no Brasil de uma forma acessível a população.
Agora assista a essa matéria:
Agora sabe que para comprar no exterior em viajem a grande vantagem é usar cartão de débito ou sacar em dinheiro lá, ok, mas essa não é a parte mais importante desta matéria, na minha opnião nesta matéria tem uma loucura maior ainda, que é o aumento do IOF, ou seja aumenta-se um imposto para tentar proteger o produto brasileiro, onde a mentalidade teria que ser inversa, onde o que acontece é:
- Vamos colocar MAIS caro para comprar produto no exterior, aumentando um imposto, para ser mais vantagem comprar aqui.
Onde o esforço deveria ser:
- Vamos colocar MAIS barato para comprar produto no Brasil, diminuindo um imposto, para ser mais vantagem comprar aqui.
Ok, aquele vídeo anterior foi em Março, agora essa semana (Junho), ou seja praticamente 4 meses depois da matéria anterior, surge esta nova matéria no Jornal Globo, que é justamente a que comentei no início desse artigo, assista no link abaixo:
É uma piada esse nosso Brasil certo? Mas para te falar a verdade eu estou querendo ver até onde vai isso, será possível que eles vão continuar aumentando imposto como tentativas de soluções e não vão nunca enxergar que os mercados globalizaram? Que a competição das empresas brasileiras é em âmbito GLOBAL e o governo precisa permitir que as empresas brasileiras tenham condições de competir no mundo?
Se para o próprio povo comprar no Brasil é absurdamente caro em comparação ao resto do mundo, imagina a pretensão que uma empresa Brasileira precisa ter para pensar em vender para Brasil e mundo. É muito complicado…e quem poderia ajudar, tem uma clara intensão em aumentar o problema para cada vez tentar arrecadar mais… Máquina pública fortíssima… empresas com dificuldades entupidas de impostos… No resumo, sem ajuda nenhuma: somos fantásticos em mesmo assim continuar caminhando para frente como empresas brasileiras…
Fica aqui a minha queixa de empresário e Brasileiro…


